terça-feira, 4 de janeiro de 2011

RECEITA DO AMOR

Se vocês praticarem, haverá uma mudança radical!

1. Nunca fiquem ambos zangados ao mesmo tempo;
2. Nunca lance em rosto um do outro erros do passado;
3. Nunca se esqueçam das horas felizes de quando começaram a se amar;
4. Nunca se encontrem sem um terno bem vindo;
5. Nunca usem indiretas, quer estejam sozinhos ou em presença de outros;
6. Jamais grite um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo;
7. Procure cada um se esforçar ao máximo para estar de acordo com os desejos do outro;
8. Seja a renúncia de si mesmo o alvo e a prática de cada dia;
9. Nunca deixem o sol se pôr sobre qualquer zanga ou ressentimento; melhor mesmo é não zangar-se!
10. Jamais dêem ensejo a que um pedido razoável tenha de ser feito 2 vezes;
11. Nunca façam um comentário em público que possa magoar o outro, às vezes parece engraçado, mas fere;
12. Nunca suspirem pelo que poderia ter sido, mas tirem o melhor partido daquilo que é;
13. Não censurem nunca, a não ser que tenham a certeza de que uma falta foi cometida, e mesmo assim falem sempre com amor;
14. Jamais se despeçam sem palavras amáveis, nas quais pensem enquanto separados. Breves palavras proferidas na manhã preenchem um longo dia;
15. Não deixem que nenhuma falta cometida fique sem ser confessada e perdoada;
16. Não se esqueçam que o lugar mais próximo do céu na terra é aquele em que duas almas se tornam rivais no amor sacrificial;
17. Não fiquem satisfeitos enquanto não tiverem certos de que estão ambos trilhando o caminho estreito e reto, um ajudando o outro;
18. Jamais se esqueçam que o casamento foi estabelecido por Deus e que só a sua benção pode torná-lo o que deve ser;
19. Não permitam que esperanças terrenas os distanciem do lar eterno;
20. Jamais deixem de regar o amor com muito carinho e afeto.

Do meu escritório em Bragança Pta, Pta - SP.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FG News : Record estreia minissérie bíblica em alta definição

Enviado por folhagospel em 03/01/2011 15:33:24 (121 leituras)
Cada capítulo de "Sansão e Dalila" custou R$ 800 mil, segundo a emissora. Protagonizada por Mel Lisboa e Fernando Pavão, série que adapta história da Bíblia foi gravada em 4 Estados.

A Record estreia amanhã uma das mais caras produções de dramaturgia da TV brasileira. Cada um dos 16 capítulos da minissérie "Sansão e Dalila", baseada na história bíblica, custou R$ 800 mil, o dobro de um capítulo da novela das 21h da Globo.

E, como possui menos capítulos do que uma novela -que tem cerca de 200-, significa também menos tempo para reaver o que foi investido.

A emissora afirma, no entanto, que o investimento já foi pago com o que recebeu de patrocínios e comerciais e que conta ainda com o dinheiro das vendas internacionais da série e de DVDs.

Entre os itens que tornaram os episódios quase milionários, estão uma produção toda filmada com câmeras HD (alta definição) e cenas externas gravadas em quatro Estados: Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte e Rio.

Devido à alta resolução das imagens, cada detalhe, como tecidos e maquiagem, foi testado antes das gravações, que começaram em julho e foram até dezembro.

Na adaptação, o autor Gustavo Reiz optou por antecipar a chegada da filisteia Dalila (Mel Lisboa) à vida do hebreu Sansão (Fernando Pavão), guerreiro cujo segredo da força incomum são seus longos cabelos.

"No fim, tudo culmina para uma história de amor", resume o diretor da série, João Camargo.

Mesmo com o foco na relação do casal, a promessa é de que em cada capítulo haja ao menos uma passagem clássica da história original, como a vitória de Sansão ao lutar com um leão e a retirada das portas de Gaza.

A preparação do elenco, que conta com 30 atores, começou dois meses antes das gravações, com aulas de um historiador sobre os costumes da época.

"Foi para o grupo entender como era viver 3.000 anos antes de Cristo, com essa falta de água e com o calor", contou Camargo.

A preparação depois se mostrou essencial durante as gravações no calor do Nordeste. "Isso [calor] realmente ajudou a compor os personagens", disse o diretor.

Para Camargo, a diferença entre "Sansão e Dalila" e "A História de Ester", minissérie de época que foi ao ar em 2010 no canal, é que a deste ano tem mais aventura.

"É mais shakespeariano, remete mais às produções da Disney", compara.

É esperar para ver quanto o investimento milionário vai influenciar na produção e nas atuações da série.

Fonte: Folha de São Paulo

FG News : Cristãos correm risco no Egito e Iraque, diz ex-presidente libanês

Enviado por folhagospel em 03/01/2011 15:26:11 (69 leituras)
O ex-presidente do Líbano Amin Gemayel disse que grupos extremistas tentam dizimar cristãos no Egito e no Iraque.

A declaração foi feita nesta segunda-feira, 3, dois dias depois de um ataque suicida contra uma igreja no norte do Egito ter matado 21 pessoas. Uma grande quantidade de cristãos iraquianos também foi morta nos últimos meses por extremistas.

Gemayel, um cristão que foi presidente do Líbano por seis anos na década de 1980, disse que o país pode ter um importante papel em aproximar os vários grupos religiosos do Oriente Médio para a mesa de negociação.

O Líbano abriga 18 seitas religiosas e está profundamente dividido em linhas sectárias. Uma guerra civil de 15 anos (entre 1975 e 1990) envolvendo muçulmanos e cristãos deixou cerca de 150 mil mortos.

Fonte: Estadão

FG News : Após ataque, fiéis se reúnem em igreja no Egito

Enviado por folhagospel em 03/01/2011 15:23:00 (27 leituras)
Dezenas de pessoas compareceram neste domingo à igreja que no sábado foi alvo de um ataque suicida no Egito.

Entre os presentes, muitos choravam e alguns lamentavam que os ataques a cristãos no país acontecessem durante ocasiões felizes, como o Natal e o Ano Novo. "Passamos todas as festas com tristeza", disse Sohair Fawzy. Ela perdeu duas irmãs e um sobrinho no ataque de sábado, que ocorreu do lado de fora do prédio e deixou quase cem pessoas feridas, além de 21 mortos.

O Ministério do Interior do Egito atribuiu o atentado a "elementos estrangeiros". O governo de Alexandria acusou a Al-Qaeda, mais especificamente a ramificação da organização no Iraque, que atacou cristãos naquele país. As autoridades egípcias insistem que a organização não tem presença significativa na região e nunca foi ligada de forma conclusiva a ameaças à segurança do Egito.

A Al-Qaeda do Iraque fez uma série de ameaças a cristãos recentemente. A última delas, pouco antes do Natal, levou a comunidade cristã do Iraque a cancelar a maior parte das comemorações relacionadas à data. Em outubro, a organização atacou uma igreja em Bagdá em outubro e matou 68 pessoas, justificando posteriormente o atentado com o fato de duas mulheres egípcias cristãs supostamente terem se convertido ao islamismo para conseguirem se divorciar - algo que é proibido pela Igreja Ortodoxa Cóptica. Essas mulheres, desde então, foram isoladas pela Igreja, o que levou muçulmanos a acusarem a instituição de aprisioná-las e forçá-las a renunciar ao Islã.

No Egito, os cristãos, compostos essencialmente por Cóptos Ortodoxos, correspondem a aproximadamente 10% da população. Em novembro, centenas de cristãos protestaram nas ruas da capital do país, Cairo, contra a discriminação religiosa após a polícia ter interrompido de forma violenta a construção de uma igreja. Duas pessoas foram mortas durante a manifestação.

Fonte: Estadão

domingo, 2 de janeiro de 2011

FG News : Obama oferece ajuda após ataques no Egito e na Nigéria. UE pede proteção aos cristãos

Enviado por folhagospel em 02/01/2011 15:34:51 (6 leituras)
Barack Obama e a Alta Representante da União Europeia, Catherine Ashton, condenaram os atentados terroristas no Egito e na Nigéria .

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou neste sábado os "ultrajantes atentados terroristas" no Egito e na Nigéria e disse que os EUA estão prontos para auxiliar os dois países a respondê-los.

Uma bomba matou pelo menos 21 pessoas do lado de fora de uma igreja na cidade egípcia de Alexandria.

"Os responsáveis por este ataque estavam claramente tentando atingir cristãos e não têm nenhum respeito pela vida e dignidade humanas. Eles devem ser levados à Justiça por este ato bárbaro", disse em comunicado oficial Obama, que está de férias no Hawai.

"Nós continuamos recolhendo informações sobre esse evento terrível e estamos preparados para oferecer qualquer apoio necessário para o governo do Egito," acrescentou.

Na Nigéria, uma bomba em um mercado lotado na capital Abuja matou pelo menos quatro pessoas e feriu mais de uma dúzia durante as celebrações de Ano-Novo no final da sexta-feira.

"Matar civis inocentes que estavam apenas se reunindo --como várias pessoas fazem no mundo-- para celebrar o começo do novo ano mostra a visão falida dos responsáveis pelos ataques. E nós também estamos preparados para oferecer assistência ao governo da Nigéria para levar os responsáveis à Justiça," disse Obama.

UE condena ataque a igreja no Egito e pede proteção aos cristãos
A Alta Representante da UE (União Europeia), Catherine Ashton, condenou neste sábado o atentado contra um templo cristão da cidade egípcia de Alexandria, no qual 21 pessoas morreram e 79 ficaram feridas, e insistiu pela proteção à comunidade cristã nesse país.

"A alta representante está profundamente triste pelo ataque", destacou a porta-voz de Ashton, Maja Kocijancic, em comunicado, e lamentou a morte das pessoas inocentes.

"Não pode haver nenhuma justificativa para este ataque", reforçou, e lembrou que "é preciso proteger o direito da comunidade cristã desse país de se reunirem para rezar livremente".

A bomba explodiu pouco depois de os cristãos começarem a sair da Igreja dos Santos, no bairro alexandrino de Sidi Bishr, depois que 1.000 de pessoas assistissem a uma celebração que se estendeu até a meia-noite.

As suspeitas apontam a Al Qaeda como responsável pelo atentado, que anteriormente já tinha ameaçado os cristãos egípcios pelo suposto desaparecimento de duas cristãs que se converteram ao islã.

Fonte: Folha Online

FG News : Bomba em igreja mata 21 e põe Egito em alerta

Enviado por folhagospel em 02/01/2011 15:36:48 (21 leituras)
Ministro do Interior egípcio culpa Al-Qaeda por atentado em Alexandria; protestos de centenas de cristãos terminam em confronto com policiais.

A explosão de um carro-bomba matou ontem pelo menos 21 pessoas e feriu 97 em meio a centenas de cristãos que se concentravam na frente de uma igreja para uma missa de ano-novo em Alexandria, no Egito. O atentado, atribuído por autoridades locais à rede terrorista Al-Qaeda, provocou protestos e choques entre fiéis e policiais. Trata-se do maior ataque contra cristãos no país na última década.

O ministro do Interior do Egito culpou "estrangeiros" pelo ataque, enquanto o governador de Alexandria atribuiu a ação ao braço da Al-Qaeda no país. A rede terrorista tem ameaçado regularmente a minoria cristã no país, o que levou ao cancelamento de cerimônias religiosas no fim do ano. O governo egípcio sustenta que o grupo terrorista não tem força dentro do país.

A explosão do carro-bomba por um suicida, cerca de meia hora depois da chegada de 2011, desencadeou uma série de protestos. Durante o dia, cristãos egípcios marcharam contra o governo, a quem acusavam de cumplicidade diante da perseguição. Cristão foram alvo de disparos no Natal. "Agora a briga é entre cristãos e governo, não entre muçulmanos e cristãos", disse uma cristã, enquanto centenas de manifestantes atiravam pedras contra policiais no entorno da igreja. A polícia respondeu com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Segundo um dos padres que trabalha na igreja, Mena Adel, cerca de mil pessoas estavam no local no momento da explosão. A missa havia recém acabado e os fiéis ainda deixavam o prédio. O porta-voz do Ministério da Saúde, Abdel-Rahman Shahine, disse que entre os feridos estavam três policiais que protegiam o templo.

Egito acusa terroristas estrangeiros por ataque que matou 21 cristãos

A explosão que matou ao menos 21 pessoas em frente a uma igreja cristã em Alexandria, no norte do Egito, após uma missa para celebrar o Ano-Novo, é obra de "mãos estrangeiras", denunciou neste sábado o presidente egípcio, Hosni Mubarak, em pronunciamento transmitido pela TV.

Ele prometeu vencer o "terrorismo cego". "Todo o Egito é alvo, o terrorismo cego não faz diferença entre coptas [cristãos egípcios] e muçulmanos", disse Mubarak, acrescentando que "vamos cortar a cabeça da víbora, enfrentar o terrorismo e vencê-lo".
Em entrevista à TV estatal, o governador de Alexandria, Adel Labib, acusou a rede Al Qaeda de planejar a ação, sem fornecer mais detalhes.
Trata-se de um dos atentados mais sangrentos ocorridos no Egito nos últimos anos, sendo o mais grave contra a comunidade cristã do país, que representa 10% da população. Ao menos 79 pessoas ficaram feridas.
A igreja copta representa uma das crenças orientais mais antigas do mundo, sendo governada pelo atual líder --o papa Shenouda 3º-- ao lado de seu sínodo.
ATAQUE
O atentado deste sábado foi perpetrado contra a Igreja dos Santos, no bairro de Sidi Bishr, a 0h15 do horário local, quando havia cerca de mil fiéis dentro do local religioso.
Restos mortais das vítimas ficaram espalhados pela rua onde aconteceu o atentado, que danificou edifícios próximos, como uma mesquita situada em frente ao templo cristão.
Devido às eleições presidenciais marcadas para setembro, o Egito reforçou a segurança nas áreas próximas a igrejas, proibindo que carros sejam estacionados em frente a elas. A medida foi tomada depois que grupos ligados à Al Qaeda no Iraque ameaçaram atacar igrejas cristãs no Egito.
Nas últimas semanas, organizações terroristas iraquianas vinculadas à Al Qaeda perpetraram vários ataques contra cristãos do país, em protesto pelo suposto desaparecimento de duas mulheres egípcias que eram cristãs e se converteram ao islã.
Não foram encontrados no local os destroços de um carro-bomba, o que sugere que a explosão deve ter sido ocasionada "por um suicida que se misturou aos fiéis e morreu entre eles", segundo comunicado divulgado pelo Ministério do Interior egípcio. Anteriormente, havia sido divulgado que se tratava de um carro-bomba.
CRÍTICAS
O atentado foi condenado pelo papa Bento 16; pelo presidente dos EUA, Barack Obama; pela alta representante da União Europeia, Catherine Ashton; e pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

O grupo xiita libanês Hizbollah também condenou o ataque como "um complô contra a diversidade religiosa".

"Este gesto vil de morte, como aquele de colocar bombas perto das casas de cristãos no Iraque para forçá-los a partir, ofende a Deus e a toda a humanidade", disse o papa Bento 16.

PROTESTOS
Centenas de coptas organizaram protestos nas ruas durante a madrugada deste sábado.

Durante as manifestações nas ruas, alguns grupos de coptas e muçulmanos lançaram pedras uns contra os outros, e carros foram incendiados. Os cristãos são cerca de 10% dos cerca de 79 milhões de habitantes do país, de maioria muçulmana.

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Dezenas de homens foram destacados neste sábado para reforçar a segurança.

AL QAEDA

A rede terrorista Al Qaeda no Iraque tem feito uma série de ameaças contra cristãos. A última, pouco antes do Natal, levou a comunidade cristã iraquiana a cancelar a maior parte das comemorações da data. Em outubro, militantes atacaram uma igreja em Bagdá, matando 68 pessoas.

A rede terrorista ameaçou mais ataques, e relacionou a violência a duas cristãs egípcias que supostamente se converteram ao Islã para se divorciarem, o que é proibido pela Igreja Copta. As mulheres foram isoladas pela Igreja, levando a repetidos protestos de linha-duras muçulmanos no Egito que acusam a igreja cristã de aprisionar as mulheres e forçá-las a renunciar ao Islã. A igreja nega a acusação.

Os últimos grande ataques terroristas no Egito foram entre 2004 e 2006, quando ataques com bombas --incluindo alguns homens-bomba-- atingiram três resorts turísticos na península de Sinai, matando 125 pessoas. Os ataques inicialmente levantaram alegações sobre a participação da Al Qaeda, mas o governo insistiu em culpar os extremistas locais.

Fonte: Estadão e Folha Online

sábado, 1 de janeiro de 2011

Lanna Holder voltou!



Entrevista com a Missionária Lanna holder, Ex-Lésbica

Restauração
Milena Soares

1. Lanna Holder era lésbica, mas se converteu ao evangelho.
Veja seu testemunho, da época de sua conversão:
 
 
Lanna Holder é prova viva de que os impossíveis dos homens são possíveis para Deus. Envolvida por muitos anos com o lesbianismo, drogas e alcoolismo, Lanna acreditava que nunca iria mudar. Mas Deus transformou a sua vida de tal forma que hoje é realmente uma mulher, missionária, casada com um pastor, mãe de Samuel.
 
Seu testemunho impactante rompeu os limites do Brasil e hoje é convidada a pregar em diversas partes do mundo. Após um congresso de mulheres, no qual pregou, a missionária Lanna Holder concedeu um entrevista à ELNET. Confira.
 
ELNET - Quando você teve contato com o homossexualismo?
Lanna Holder - Com apenas 12 anos de idade conheci o lesbianismo. Aos 17, fui a uma boate gay e tive a minha primeira intimidade sexual com mulher. Logo depois desse acontecimento, saí de casa para morar com uma mulher 12 anos mais velha do que eu.
 
ELNET - De que forma você enxergava Deus?
Lanna - Quando cheguei à tal boate, conheci duas mulheres que tinham mais de 50 anos e eram lésbicas. E então perguntei para elas: "O que Deus acha do homossexualismo?". Elas responderam que Deus gostava disso porque ele quer que as pessoas sejam felizes. "Ele nos ama e quer que a gente ame também", elas disseram. Como eu tinha dúvidas, achava que que Deus não gostava deste tipo de coisa, essa resposta caiu como uma luva, porque aquilo acabou com a minha culpa.
Aceitei aquela palavra demoníaca.
 
ELNET - E como foi a sua conversão?
Lanna - Sempre dizia que nem Deus poderia mudar a minha opção sexual. E a gente não pode mexer com Deus! Minha mãe, que era prostituta, se converteu e comecei a notar a diferença. Ela me evangelizava, mas me sentia pecadora demais pra Deus ouvir as minhas orações. Além disso,
eu sempre dizia que só iria me converter quando ficasse velha. Um diácono da igreja da minha mãe me mostrou a passagem Apocalipse 22.15. "Ficarão de fora os cães, e os feiticeiros, e os que se
prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira'';. Eu pedi para que ele parasse de ler porque eu não agüentava. Pedi para que ele orasse por mim, porque eu queria aceitar Jesus.
 
ELNET - Quando isso aconteceu?
Lanna - Foi no dia 12 de dezembro de 1995, aos meus 21 anos. Larguei todas as minhas práticas imediatamente. Pedi à minha mãe, que ligasse para a minha ex-companheira e avisasse que eu não iria mais voltar, pois havia me convertido. Milagrosamente o álcool, as drogas e o homossexualismo ficaram para trás.
 
ELNET - Como foi a transição física, antes com trejeitos masculinos e agora, com trejeitos e caráter femininos?
Lanna - A primeira mudança foi a roupa. Eu não usava somente calça jeans. Comprava roupas sempre na seção masculina das lojas. Atualmente não uso mais calças pelo fato de querer diferenciar isso. Fiz uma campanha de jejum, acordava de madrugada para orar e louvar, pedindo sempre a Deus que me libertasse dos trejeitos masculinos. Deixei também o meu cabelo crescer e a tatuagem que tenho já está ficando desbotada e tenha a certeza que Deus vai tirar, como Ele já
me prometeu.
 
ELNET - Você é uma pessoa muito requisitada. Como administra o seu tempo com Deus?
Lanna - Alguns dias na semana, especialmente nas segundas-feiras, tento não pregar. A minha vida é só pra me dedicar a Deus. Tenho uma assessoria que me ajuda no ministério. O tempo livre que tenho reservo para orar, ouvir músicas, que pra mim são muito importantes no tempo de adoração. Também ouço e vejo fitas de outros pregadores.
 
ELNET - Como uma mulher pregadora, você já sofreu algum preconceito?
Lanna - Assim que me converti, seis meses depois já comecei a pregar. Uma vez fui pregar em Pernambuco e logo depois um pastor me disse que era muito nova .'' Você é mulher, então vai sentar no banco, vai estudar a Bíblia, porque o que você está fazendo não é pra você, não
agora, só depois de muito tempo de experiência com Deus e pregação'', dizia ele. Eu fui pra casa chorando muito e perguntei a Deus o porquê daquilo. E Ele me respondeu através daquele versículo que diz que Deus usa as coisas loucas deste mundo pra confundir as sábias. Deus me mandou pregar e tem me usado e a palavra dEle tem se cumprido.
 
ELNET - Como é o preparo antes de subir no púlpito para pregar?
Lanna - Eu tiro a parte da tarde pra ler a Palavra. Tenho 20 temas gravados em Cd e mais 150 mensagens. Fiz uma campanha em uma igreja de São Paulo durante dois anos, onde trazia uma mensagem nova a cada segunda-feira. Hoje, quando conto o meu testemunho sempre agradeço a
Deus pela oportunidade e privilégio de tocar as pessoas com a mensagem. Eu sempre leio a Bíblia, oro, fico no meu quarto, buscando me consagrar para poder pregar a mensagem.
 
ELNET - Qual foi a experiência mais marcante no púlpito?
Lanna - Com certeza foi no Gideões. Quando recebi o telefonema do pastor me convidando para pregar no Gideões Missionários. Na hora aceitei! Pulei de alegria. Foi a minha primeira fita gravada ''As Sete Trombetas do Apocalipse''. E pregar para aquela multidão foi de início muito difícil, até porque fui a primeira mulher a pregar em toda a história do Gideões. Era um culto pela manhã, as pessoas estavam até mesmo um pouco desconfiadas, de braços cruzados, mas quando terminou
a mensagem, pessoas foram curadas na multidão.
 
ELNET - O que você sentiu?
Lanna - Eu nunca senti tanto poder de Deus na minha vida. Mas antes tinha pedido a Deus: "Senhor, toda a igreja do Brasil está fazendo uma certa expectativa, afinal, eu tenho apenas 26 anos, ex-lésbica, cinco anos de convertida!" Mas quando eu cheguei lá, eu pude ver a misericórdia de Deus na minha vida. Ali eu tive a certeza que nasci para isso. Eu preguei uma palavra inédita, para um público que estava bastante apreensivo, e no final a glória de Deus foi derramada ali.
 
ELNET - A maioria das suas pregações é sempre em torno do seu testemunho?
Lanna - Não. Quando vou a uma igreja pela primeira vez, geralmente eles pedem que eu conte o meu testemunho. Mas se 80% das pessoas já conhecerem o meu testemunho, eu prego sobre outros assuntos.
 
ELNET - Há uma frase muito conhecida que diz ''Existe 'ex' tudo menos ex-homossexual''. Você sofreu algum preconceito no meio evangélico?
Lanna - Sim, no início as mães não deixavam suas filhas se relacionarem comigo, até mesmo os pastores. E isso acontecia principalmente no interior. Mas foi bem no início, antes de fazer a
minha primeira missão transcultural.
 
ELNET - Há algum trabalho específico com homossexuais?
Lanna - Não. Sou uma pregadora, mas tenho um site (www.lanaholder.com.br) onde as pessoas podem saber mais sobre a minha vida.
 
ELNET - Você se dedica integralmente ao ministério. Como você consegue o seu sustento?
Lanna - Através da venda do material com as pregações, testemunho, e também o sustento que a igreja onde eu que congrego me oferece.
 
ELNET - O seu esposo é pastor e deixou o púlpito pra se dedicar ao seu ministério. Geralmente é o contrário: a mulher é quem se dedica ao ministério do marido. Como é isso?
Lanna - O Samuel tem o maior prazer de estar junto comigo neste ministério. Como viajo muito, ele percebeu que era importante estar sempre ao meu lado. O Samuel sempre diz que é muito realizado. Eu não vivo sem o meu marido porque ele administra o meu ministério. Ele também escreve e tem algumas mensagens também. Trabalhamos em conjunto, nos complementamos.
 
ELNET - E como você administra o seu tempo com a família?
Lanna - Meu filho é muito agarrado comigo. Eu viajo toda a semana. Este mês, vou para os Estados Unidos e só retorno em novembro. Há um mês não apareço em casa.
 
ELNET - Quando o seu filho crescer e souber de todo o seu passado, como vai ser? Você tem algum receio?
Lanna - Não! No testemunho de Gideões levantei o meu filho, que se chama Samuel também, para as pessoas verem o que Deus fez na minha vida. É claro que não é o meu filho e o meu marido que vão provar a minha libertação. O que liberta é o conhecimento do Sangue de Jesus, a comunhão com Deus, mas eles foram um presente. Tenho muito prazer de mostrar o meu marido e o meu filho.
 
ELNET - Alguns dizem que o homossexualismo tem uma origem genética. O que acha?
Lanna - Em todos os casos acredito que há influência maligna. No meu caso, especificamente, foi uma maldição hereditária. Meu pai queria que eu fosse homem e isso inconscientemente afetou.
 
ELNET - Para você, o que é o melhor e o mais difícil do casamento?
Lanna - É poder dormir e acordar com alguém que você ama .É poder levar uma vida íntima sem sentimento de culpa. O mais difícil é ser submissa ao marido! É ter que acatar algumas decisões. Mas aos poucos a gente vai aprendendo e descobrindo que esta atitude traz recompensas.
 
ELNET - Seu ministério já trouxe algum problema para a sua vida conjugal?
Lanna - Não, pelo contrário, o meu marido sempre me cobra, diz que tenho que dar mais atenção às pessoas. Não que eu não queira fazer isto, mas é que quando eu saio do púlpito estou exausta e, às vezes, muitas pessoa querem falar comigo. Já houve casos de atender 50 pessoas após um culto, para orar, conversar. Mas mesmo cansada faço com prazer porque sei que estou ajudando as pessoas. Não que seja o preço da fama, mas é a recompensa pela obra de Deus.
 
ELNET - O que você diria àquelas pessoas que ainda não acreditam na conversão de um homossexual?
Lanna - Eu diria que essas pessoas que limitam o poder de Deus, que não acreditam na transformação de um homossexual não conhecem verdadeiramente o que Deus pode fazer na vida de alguém. E não há barreira para o poder de Deus, nem muralhas que o impeçam de avançar.
Eu falo de um Deus que mudou a minha vida. Eu não conheço Deus de ouvir falar, mas eu o conheço porque os meus olhos o viram na minha vida, na minha família, na minha casa.
 
2. Lanna teve uma queda, e se afastou do ministério.
Veja esta entrevista concedida à revista Eclésia n.97, onde relata as conseqüências da queda:
 
 
A Igreja Evangélica foi sacudida por um escândalo envolvendo a missionária pernambucana Lanna Holder, 29 anos. Ligada ao ministério da World Revival Church - Igreja do Avivamento Mundial, nos Estados Unidos, Presidida pelo Pr. Ouriel de Jesus, a igreja freqüentada por brasileiros que vivem na região, Lanna teve um caso homossexual com a dirigente do louvor daquela comunidade.
 
     Logo, o ti-ti-ti e a boataria correram soltos. Dizia-se que ela fora presa e deportada, após ser surpreendida pelo marido com a parceira dentro de um carro.
A coisa teria chegado ao ponto de ela ter levado uma surra do marido....
 
     O episódio só tomou tal proporção devido à ausência de informações e, claro, à popularidade de Lanna no segmento pentecostal. Pregadora itinerante, ela ficou famosa ao percorrer igrejas, no Brasil e no exterior, contando seu testemunho de conversão que inclui, justamente, a libertação de uma vida promíscua, marcada pelo uso de drogas e pelo homossexualismo.
 
     Confira a entrevista concedida ao repórter Marcelo Dutra da revista Eclésia feita por telefone de sua casa em Boston:
 
     ECLÉSIA - A senhora realmente deixou de ser homossexual quando aceitou a Cristo?
     Lanna - Eu fui curada por Jesus e não tenho dúvidas quanto a isso. Fico triste quando vejo gente por aí dizendo: “A Lanna caiu porque não era liberta de verdade”. Isso é coisa de quem não conhece a Bíblia. As Escrituras narram que vários personagens que viviam segundo os desígnios do Senhor caíram - isso é do homem. Vemos gente que saiu do adultério voltar a adulterar; alcoólatras libertos que um dia caem e tomam a beber. A pessoa que tem um passado negro como o meu está sempre sujeita e suscetível a uma queda.
 
     ECLÉSIA - Na época de sua conversão, a senhora submeteu-se a alguma terapia espiritual para suprimir suas inclinações homossexuais?
     Lanna - Não me submeti a nenhum trabalho específico voltado para essa área. Eu me converti na Assembléia de Deus e lá eles não têm esse tipo de atendimento.
 
     ECLÉSIA - Na sua opinião, como a Igreja brasileira trata a homossexualidade?
     Lanna - Esse é um problema que não é tratado de frente nas igrejas. Tanto que quase ninguém conta para seu pastor quando tem uma inclinação homossexual. Acho realmente que é um problema não tratar disso com mais seriedade.
 
     ECLÉSIA - A senhora teve algum outro caso homossexual depois de sua conversão?
     Lanna - Não, de forma alguma. Tive, quando nova convertida, problemas, desejos, provações, mas não caí em tentação. Nessa época, eu não tinha ministério.
 
     ECLÉSIA - A Igreja é mais radical quando o pecado atinge a área sexual?
     Lanna - Sem dúvida. Os pecados da área sexual são tratados pelas igrejas de maneira muito mais severa. Um irmão ou pastor que rouba o dinheiro da tesouraria e que administra a verba ao seu bel-prazer, ou aquele que difama os outros, por exemplo, é visto como um “pecador normal” - às vezes, nem são observados. Não é o que acontece com quem comete erros sexuais. Há uma fixação da Igreja por essa área.
 
     ECLÉSIA - Por que?
     Lanna - É simples - a Igreja, principalmente a brasileira, está mais doente que o mundo. Sabe por quê? Porque ela conhece a verdade mas age como se não a conhecesse. A Igreja conhece a graça de Deus, mas a despreza. Só para você ter uma idéia: quando eu caí em pecado, estava nos Estados Unidos. Voltei para o Brasil na tentativa de me afastar da outra mulher e de restaurar meu ministério. Mas vários pastores da América ligaram para o Brasil para relatar o que acontecera. Quando você está bem, é respeitado. Mas quando se está à beira do precipício, algumas pessoas que estão dentro da Casa de Deus não socorrem. Empurram.
 
     ECLÉSIA - Ao longo de seu ministério, a senhora tomou conhecimento de homossexuais, homens ou mulheres, que vivem dentro das igrejas sem resolver esta situação?
     Lanna - Só não posso te falar que em todas as igrejas encontrei pessoas assim porque não quero mentir. Mas sem medo de errar, em 90% das igrejas existem pessoas com problemas relacionados ao homossexualismo. Sempre que eu dava meu testemunho, as pessoas me procuravam para contar seu drama e pedir conselhos. Elas se abriam comigo — mas não faziam o mesmo com seus pastores, pois tinham muito medo. Eles diziam que não confiavam em ninguém. Então, eu falava para eles tomarem como exemplo o milagre que Deus fez na minha vida e que abandonassem o pecado.
 
     ECLÉSIA - O que de fato aconteceu com a senhora neste caso?
     Lanna - Eu me apaixonei por uma mulher, fui tentada e caí em pecado. Houve um envolvimento sentimental muito forte que, infelizmente, mexeu com meu passado de homossexualismo. Mas fico triste quando alguém diz que eu nunca mudei de fato e que enganava as igrejas. Isso é mentira. Jesus realmente me libertou de uma gaiola até há alguns meses, mas eu fui presa lá de novo.
 
     ECLÉSIA - Se voltou ao Brasil para restaurar sua vida, por que, então, está vivendo agora nos EUA?
 
     Lanna - Porque eu preciso juntar dinheiro suficiente para quitar uma divida que ultrapassa os R$ 100 mil. Trabalhando no Brasil, eu jamais conseguiria pagar tudo isso.
 
     ECLÉSIA - E como a senhora está se mantendo?
 
     Lanna -  Aqui nos EUA, já trabalhei como pintora de paredes. Agora, no inverno tenho trabalhado como entregadora de pizzas. Uso meu carro para isso. Trabalho 11 horas por dia, seis dias por semana e chego em casa por volta das 22h, todo dia. Eu divido um apartamento com meu filho e duas brasileiras que não são evangélicas. O aluguel aqui é muito caro.
 
     ECLÉSIA - Qual a origem de tamanho prejuízo?
     Lanna - Muitas pessoas que haviam comprado meu material para vender nas igrejas sustaram os cheques, assim que o escândalo estourou.
 
     ECLÉSIA - Quais foram os pastores que lhe deram calote?
     Lanna - Não gostaria de citar nomes. São pastores de grandes igrejas e de igrejas da periferia, também.
 
     ECLÉSIA - Mas o que aconteceu com todos os recursos arrecadados pela venda de suas fitas e vídeos durante tanto tempo?
     Lanna - Meu ex-marido cuidava disso para mim. Ele administrava toda essa questão de dinheiro. Eu mesmo nem sei ao certo quanto arrecadava com a venda dos produtos. Só sei que agora devo e muito.
 
     ECLÉSIA - Se o trabalho que fazia era ministerial, por que cobrar ofertas? Não seria mais legítimo viver unicamente pela fé, como se diz?
     Lanna - Eu não cobrava ofertas até o fim do meu segundo ano de ministério. No início, eu acreditava que as igrejas tinham essa visão, mas depois percebi que não era bem assim. Havia ocasiões em que os pastores não me ofereciam nada além de tapinhas nas costas. E eu tinha que sustentar minha família. Mas nunca perguntava à igreja o quanto ela podia me dar. Mais tarde, o ministério tomou-se uma máquina de dinheiro e esse foi um dos motivos que fizeram com que eu perdesse o alvo.
 
     ECLÉSIA -  Então, a senhora virou uma pregadora profissional?
     Lanna - As cobranças e exigências eram enormes. Eu tinha que pregar todo dia, já que estava preocupada em pagar dívidas e investimentos. O alvo espiritual era outro, mas eu não consegui segurar a situação — quando me dava conta, tinha que cumprir essa agenda, não só pelo dever de ministério, mas por causa de contas a pagar, funcionários etc. Depois que eu caí em pecado, justamente quando estava no auge do meu ministério, vários pastores disseram que eu seria muito burra se assumisse meu erro diante de todos. Houve quem me aconselhasse a negar tudo e continuar pregando. Mas como eu poderia mentir? O período mais difícil que passei em toda a minha vida foram os meses em que pregava algo de púlpito que eu não estava vivendo pessoalmente.
 
     ECLÉSIA - Em algum momento de seu ministério, a senhora sentiu-se usada pelos pastores?
     Lanna - Não vou usar esse termo “usada”. Acho que o que acontece no Brasil, e isso não se vê no resto do mundo, é que 90% dos pastores que conheci não têm consciência plena do que é ministério missionário. Mas a maioria acredita que, se você é missionário, tem que passar necessidade, tem que viver na prova. Não existe uma visão contemporânea do ministério missionário. De cada dez igrejas em que eu pregava, em apenas uma eu era abençoada com uma oferta de amor. Embora meu sustento e o de minha família viesse dessa ajuda das igrejas, eu jamais estipulei um valor para pregar neste ou naquele lugar. Muita gente diz que o dinheiro e a fama me subiram à cabeça. E tem outra coisa - sempre que eu era convidada para ir a alguma igreja, pedia que a congregação pagasse também a passagem do meu marido, para que ele me acompanhasse sempre. Como esposa, eu não queria ficar longe dele muito tempo. E muitas vezes pagava do meu próprio bolso, tirava da minha oferta para poder levá-lo.
 
     ECLÉSIA - Seu casamento foi influenciado por pressões da igreja, como uma forma de provar que não era mais lésbica?
     Lanna - Não, de forma alguma. Eu me casei porque quis.
 
     ECLÉSIA - E por que seu casamento naufragou?
     Lanna - Nós não conseguimos resolver as coisas de uma maneira melhor por causa dos vários compromissos que eu tinha com o ministério. Meu casamento foi abaixo também por causa disso. Meu ritmo de vida era alucinante, chegava a pregar três vezes ao dia em locais diferentes. Havia também as viagens. Isso proporcionou que a gente se afastasse. Nós passamos por graves crises em nosso casamento, principalmente na área sexual. Chegamos a ficar quase um ano sem manter relações sexuais. Dá para acreditar? Eu cheguei a cobrar do meu marido um compromisso sexual comigo. Dizia para ele que, devido ao meu passado, eu tinha que ser plenamente saciada por um homem nesta área. Mas nada mudava. Ele só me dizia que eu não podia deixar de pensar no ministério. Nosso casamento não tinha mais jeito.
 
     ECLÉSIA - Vocês já estão divorciados?
     Lanna - Ainda não, pois estamos sem dinheiro. Mas vamos usar um serviço social americano para resolver essa questão o mais rápido possível. Meu sonho neste momento, mais do que voltar a ter algum ministério, é ter uma família. Peço a Deus um marido. Um homem que realmente me faça feliz e me dê pelo menos mais dois ou três filhos.
 
     ECLÉSIA - Após a divulgação do escândalo, alguns dos setores que antes a solicitavam têm apoiado a senhora?
     Lanna - Não, ninguém me procurou. A única pessoa que realmente tenta me apoiar - aliás, eu me emociono pela maneira como faz isso — é meu pastor [Manoel Antonio Ribeiro, da Assembléia de Deus do Monte, no Rio de Janeiro]. E olha que nós sequer nos falamos depois de tudo que me aconteceu. Eu tento poupá-lo do constrangimento. Mas aquele é um servo de Deus, um homem de bem. Para não ser injusta, a pastora Zilmar, esposa do pastor Jabes de Alencar [líder da Assembléia de Deus do Bom Retiro, igreja paulistana], foi me visitar em São Paulo, assim que soube que eu tinha caído em pecado. Ela veio em nome da igreja e ofereceu ajuda para o que eu estivesse precisando. Levaram até uma cesta básica para mim.
 
     ECLÉSIA - O que mudou no tratamento recebido pela senhora nas igrejas, antes e depois de sua queda?
     Lanna - Eu sempre tive a graça de Deus na minha vida. Onde eu chegava, independente de local, era recebida com carinho. Isso é interessante, porque por mais que existam pessoas que saíram do homossexualismo, poucas têm coragem de dizer por causa do preconceito, do medo de ser apontada, criticada. Mas eu me expus e meu passado nunca pesou para mim quando entrava na casa dos pastores, por exemplo. Sempre fui tratada com respeito e até hoje muitos crentes me perguntam como estou, se estou em dificuldades, quando por acaso esbarro com algum deles pela rua. Eu acreditava que receberia apoio espiritual dos grandes pastores, dos grandes homens de Deus que sempre estavam perto de mim, mas foi o povo, os irmãos das igrejas que me apoiaram e têm demonstrado amor por mim.
 
     ECLÉSIA - A senhora saiu do Brasil dizendo que recebeu um chamado missionário. Quanto a Igreja de Boston lhe pagava?
     Lanna - Nós nunca falamos numa verba fixa. O convite aconteceu, mas acabou não se concretizando por causa da minha queda. Ou seja, eu nunca fui missionária daquele ministério. No início de 2003, eu recebi a proposta de uma igreja americana para ir morai nos EUA, já que eu estava viajando sempre para lá. Eu disse isso ao pastor Ouriel de Jesus, que imediatamente me fez uma proposta para ficar como missionária de sua igreja. Eu iria ficar pregando nas dezenas de igrejas dele no mundo inteiro e venderia meus produtos, mas não ganharia uma oferta fixa. Mas logo depois tudo aconteceu e achei que a proximidade com a mulher com quem tive o caso seria muito pior para mim.
 
     ECLÉSIA - Qual foi a postura do pastor Ouriel diante do escândalo?
     Lanna - No dia em que eu sentei com o pastor Ouriel para confessar o meu pecado, ele falou que, diante do ocorrido, não poderia cumprir o que havia sido combinado. Ele disse que iria nos ajudar até que superássemos o problema. Até me aconselhou a voltar para o Brasil e a me submeter à disciplina de meu pastor. Quanto à outra pessoa envolvida, o próprio Ouriel a disciplinou.
 
     ECLÉSIA - E quanto à outra mulher - a senhora nunca mais a viu?
     Lanna - Não temos mais contato algum. Ela é proibida pela igreja de falar comigo, mesmo que nos víssemos na rua. Não é possível qualquer tipo de aproximação. Além disso, o marido dela não superou a crise e mantém uma mágoa muito grande de mim.
 
     ECLÉSIA - Quais são seus planos, agora?
     Lanna - Gosto das igrejas daqui. Embora eu passe um momento de cobrança, as pessoas me perguntam quando vou voltar. Dizem que sentem saudades de me ver diante do púlpito, pregando... Conversei com vários pastores aqui que dizem o mesmo. Mas eu não posso voltar só para matar a saudade das pessoas. Eu não deixei de ser crente, mas não posso pregar o que não vivo. Portanto, não sei quando e nem mesmo se voltarei a pregar.
 
     ECLÉSIA - Como a senhora define a sua situação espiritual?
     Lanna - Eu me lembro de que, quando aceitei a Cristo, não conseguia mais deixar de falar de Deus. Até hoje o Senhor me dá mensagens. Você acredita? Mas é verdade. Não consigo viver sem pregar. Eu gosto, está no meu sangue. Sei que nasci para pregar. Mas eu não sei o que o Senhor vai fazer comigo ou como vai me usar no futuro. Hoje, não sei se vou ou não voltar ao ministério — só posso dizer que estou em processo de restauração e creio que Deus tem algo maravilhoso preparado para mim. Sei que estou em pecado, mas sei também que Jesus me ama e estou trabalhando minha restauração. Não quero ir para o inferno!
 
3. Arrependeu-se e atualmante está pregando novamente.
Respondendo ao grande número de perguntas, afirmamos que sim: Lanna Holder voltou!
 
 
Para comprovar, acesse o site oficial da missionária:
www.LannaHolder.org
ou faça parte da comunidade no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17148124